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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Doenças mentais derivam do consumo de drogas - afirma médico

As drogas, ilícitas e lícitas (como o álcool) têm sido uma das grandes causas de surgimento de transtornos mentais que se tem vindo a assistir a pacientes que frequentam o Hospital Psiquiátrico de Luanda, afirmou hoje, quinta-feira, nessa cidade, o psicólogo clínico Alexandre Pascoal.

O psicólogo fez saber que das pessoas doentes, muitas das causas derivaram do consumo de estupefacientes, porquanto pretenderam procurar o prazer e alívio nas suas preocupações, ingerindo, inalando ou fumando estas substâncias nocivas.

Para si, estas práticas em nada resolvem os problemas, porque no fundo os estupefacientes são muito mais prejudicais do que aquilo que as pessoas julgam benéficos.

O psicólogo clínico sublinha que muitas pessoas (jovens dos 18 aos 45 anos) tem a falsa impressão de que o álcool é um estimulante, mas não o é, porque é um depressor de sistema nervoso.
  
“Na verdade, aqueles que usam as drogas, tal como a cocaína, libanga, liamba e o álcool procuram uma vantagem, como a euforia e coragem", argumentou.
  
No entanto, enfatizou ainda, o que vem depois do estado eufórico é a dependência e a apresentação de sintomas como os delírios”, apontou.
  
Alexandre Pascoal alerta que dado o efeito que as drogas provocam no organismo humano, o melhor é não consumir.

Para os afectados pelas drogas melhorarem a sua condição, notou, a família deve prestar o seu contributo, dando conselho e afecto, já que aliado à vontade do toxicodependente é possível sair-se deste mal.

In:Angop

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Psicólogo considera álcool principal causa da violência

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas tem sido a principal causa dos casos de violência doméstica ocorridos em Angola, afirmou hoje, quinta-feira, em Luanda, o psicólogo Paulo Sebastião.

Falando apropósito das consequências do consumo excessivo de álcool, o psicólogo fez saber que casos de abusos sexuais à menores, conflitos nos lares, homicídios, entre outros actos criminosos, são, na sua maioria, motivados pelo “uso
exagerado de bebidas alcoólicas”.

“O fenómeno do alcoolismo tem causado consequências drásticas na nossa sociedade, dando origem a casos de maridos que matam mulheres, mulheres a matarem maridos, filhos a matarem pais, factos que estão a causar a desintegração das famílias e a influenciarem negativamente no processo de desenvolvimento do país”, deplorou.

De acordo com Paulo Sebastião, as principais causas de percas humanas por acidentes, particularmentes de jovens e em idade reprodutiva, situam-se também no consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Por isso, apelou à sociedade angolana, em particular a juventude, para se impôr numa mobilização e consciencialização no combate ao consumo excessivo de álcool “que desestabiliza a força motriz e as famílias angolanas”.

Aconselhou igualmente as famílias a procurarem sempre as instituições especializadas, para aconselhamentos dos casais, visando diminuir o impacto da violência baseada no género na sociedade.

Responsável defende modelo actual de vacinação contra pólio

O chefe de Repartição Municipal da Saúde do Kilamba Kiaxi defendeu, hoje, quinta-feira, em Luanda, que o actual modelo de vacinação contra a poliomielite é mais eficaz, porque permite vacinar um maior número de crianças em menor período de tempo.

Acrescentou que trabalhando com os responsáveis dos quarteirões e dos bairros poupa-se muito recurso e em pouco tempo pode-se vacinar as crianças todas do quarteirão .

"No modelo anterior trabalhávamos durante três dias com vacinadores recrutados em outras áreas, tínhamos a desvantagem de ter que transportá-los de carro para as áreas onde iriam vacinar, como não conheciam primeiro tinham que localizar as crianças, as ruas por onde passariam e, por isso, despendíamos mais recursos e tínhamos pouca efectividade na vacinação", esclareceu.

Com a nova estratégia, elucidou, a efectividade é mais célere, mais eficaz além de se despender menos recursos.


quarta-feira, 25 de maio de 2011

OMA preocupada com a mortalidade infantil

A organização da Mulher Angola (OMA), realizou de 21 a 24 Maio (fim-de-semana último), uma feira no largo d´África, subordinada ao tema “Viva e envelheça com saúde”, no âmbito das celebrações aos 394 anos da cidade de Benguela e durou três dias.
Uhayele M´ombaka

De acordo com Leonor Joaquim, a feira visou contribuir com a redução da mortalidade infantil bem e outras patologias que assolam a sociedade a nível do país.
“Para tal associamo-nos a esta solidariedade junto a Direcção Provincial de Saúde levando connosco instrumentos de sensibilização, em matérias de educação cívica, ambiental, mobilização das famílias para o uso correcto do mosquiteiro e do preservativo no sentido de minimizar os casos de seropositividade”.
Durante a feira estiveram disponíveis testes de diagnósticos de malária, HIV/SIDA, câncer da mama e do colo uterino, vacinação infantil e para mulher grávida, medição de tensão arterial, glicemia, prevenção sobre a lepra e tuberculose.

Entretanto, a margem da feira, estavam expostas dados inerentes a sinistralidade rodoviária que tem agitado nos últimos anos os hospitais da província.

A nossa reportagem ouviu o Chefe de Departamento de acidentes rodoviária, Inspector Chefe Pinto Caimbambo, que informou que no mês de Abril registaram-se 205 acidentes de viação que provocaram morte às 41 pessoas, 177 feridos e danos materiais avaliados em 38.883.590 mil kwanzas, número que atinge 1.3% de mortes por dia.

Destes feridos, acrescentou, alguns já tiveram alta e outros continuam fora de perigo e recebem tratamentos intensivos no Hospital Central de Benguela.

Para o também oficial de prevenção rodoviária, este quadro é possível muda-lo, “se todos nós formos racionais a tomar consciência de que os acidentes acontecem connosco a qualquer momento”.
Solicitou esforços de todos cidadãos a participarem na campanha contra a sinistralidade rodoviárias no sentido de população estar informada para as devidas precauções.

O consumo de bebidas alcoólicas, o não conhecimento dos sinais de trânsito, falta de manutenção permanente de veículos para a devida precaução, saber a condução urbana e a condução periurbana, são algumas das causas da sinistralidade rodoviária.

Ainda no sábado 21 de Maio a repartição municipal de Saúde procedeu a entrega de 10 mil mosquiteiros, à 10 mil famílias do bairro da fronteira, totalizando assim 50 mil entregues desde Janeiro último.

População do Tchindumbo satisfeita com a construção do Centro Médico

 A população da comuna do Tchindumbo, 32 quilómetros da sede municipal do Balombo (181 quilómetros a nordesde de Benguela), mostrou-se satisfeita, sábado último, com a construção de um Centro Médico para o seu benefício, apurou a nossa reportagem.
Uhayele M´ombaka
Com um atendimento diário que varia entre 50/60 pacientes, a unidade sanitária é assistida por médicos de nacionalidade cubana em diversas patologias, o Centro médico de Saúde do Tchindumbo, constitui uma grande valia para as populações que viram o seu problema resolvido de ter que deslocar muitos quilómetros para uma consulta.
O Centro possui um laboratório para detenção das enfermidades, cinco trabalhadores, dos quais, dois técnicos médios, três técnicos básicos e uma funcionária de limpeza.
Domingos Jongolo é um dos pacientes ouvido pela reportagem que enalteceu a construção do Centro Médico.
 “Nós não tínhamos um Centro Médico como esse, agora estamos a ser bem atendidos pela ajuda do governo”.
O responsável adjunto do posto Artur Carlos, frisou que nesta época de ainda estão a atender doenças diarreicas e respiratórias agudas e sobretudo a malária.
No que toca a farmácia, responsável disse que o centro possui todo tipo de medicamento no sentido de prestar melhor atendimento a população.
“O centro possui todos compartimentos, gabinete do responsável, sala de consulta, material descartável, sala de espera, dentre outras”.
Por seu turno, Lote Vidal, administrador comunal, garantiu que com a construção do Centro médico muitas enfermidades estão a ser ultrapassadas, com a componente educativa sobre saúde na comunidade.

Minsa realiza acção de formação dedicada a tratamento de diabetes

O Ministério da Saúde (Minsa) está a realizar uma acção de formação no hospital Josina Machel, dedicada à especialistas nacionais de tratamento de diabetes, deu a conhecer hoje, quarta-feira, o director-geral do Hospital Josina Machel, Alberto Paca.

Segundo Alberto Paca, em declarações à Angop, a formação está a ser ministrada por três médicos cubanos, especialistas em tratamento de diabetes, que estão a transmitir conhecimentos de como utilizar o novo fármaco “Heberprot”, que tem sido eficaz no tratamento da doença.

“O Hospital Josina Machel tem estado a ministrar o Heberprot há um ano e está a surtir efeitos, uma vez que todos doentes que receberam o medicamento reagiram positivamente”, frisou.

Referiu que foram ensaiados a 20 pacientes que estavam em estado avançado da doença e todos reagiram positivamente. Acrescentou que “este medicamento cura rápidamente as feridas nos doentes com diabetes, evitando desta forma a amputação dos membros”.

Frisou que a instituição está equipada com meios técnicos e humanos para atender os doentes que acorrerem a procura dos serviços hospitalares.

Sobre o aproveitamento que o hospital tem dado a presença de especialistas estrangeiros no tratamento das doenças complexas como a hipertensão e as diabetes, Alberto Paca frisou que a presença dos médicos expatriados vem desempenhar duas funções fundamentais que são: A assistência dos pacientes e a formação dos quadros nacionais.

“No Josina Machel temos na sua maioria médicos cubanos e brasileiros, que têm dado um contributo muito valioso, não só no tratamento destas doenças, mas de outras que são de suma complexidade”, finalizou.

Josina Machel faz tratamento de diabetes com novo fármaco

O director-geral do Hospital Josina Machel, Alberto Paca, afirmou hoje, quarta-feira, em Luanda, que a instituição que dirige tem aplicado eficazmente o  medicamento “Heberprot” aos doentes diabéticos, desde a sua implementação, há cerca de um ano. 

O responsável clínico, em declarações à Angop sobre os avanços tecnológicos, fez saber que o “Heberprot” é um produto farmacêutico produzido em Cuba, que está a revolucionar o tratamento de doentes com o denominado “pé diabético” (feridas que obrigam a amputação dos membros inferiores).

“O pé diabético é uma identidade que surge nos doentes diabéticos, em que desenvolve úlceras ou mesmo gangrenas a nível do pé, que acaba em amputação, se não for acompanhada por especialistas. Agora, com este novo fármaco não temos necessidade de amputar, uma vez que este medicamento tem sido eficiente mundialmente”, explicou.

Segundo Alberto Paca, desde 2010, ano da sua implementação, o “heberprot” tem permitido aos doentes de diabetes curarem as suas feridas, evitando a amputação do pé que ganha uma granulação e cicatrização.

"Estas amputações criam limitações na vida do doente e, passando cinco anos da amputação de um membro, existe quase sempre a possibilidade de amputar o outro membro. Esta carga social num doente bi-amputado é um transtorno para a sociedade”, frisou.

O director-geral ao falar sobre o quadro actual das diabetes no país, sublinhou que o índice é muito elevado, atendendo que muitos doentes não sabem o seu estado até o dia em que perdem os sentidos.

“Todos os dias registamos entre cinco a seis casos de doentes de diabetes, em estado grave, o que faz prever que temos uma taxa de doentes bastante alta. Neste contexto, consideramos que é uma doença crónica, onde os doentes deveriam ser tratados na sua fase primária, secundária e terciária, mas por falta de informação chegam em estado avançado às unidades sanitárias”, sublinhou.

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