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sábado, 28 de maio de 2011

OMS mobiliza os Estados para o combate ao tabaco

O director para África da Organização Mundial da Saúde (OMS), o angolano Luís Sambo, pediu ontem aos Estados-membros da região que ainda não ratificaram a Convenção-Quadro para a Luta Antitabágica que  o façam com urgência.

Num comunicado alusivo ao Dia Mundial sem Tabaco, que se assinala a 31 de Maio, distribuído à imprensa, Luís Sambo sublinha que A Convenção-Quadro para a Luta Antitabágica, em vigor desde 2005, foi adoptada em resposta à globalização da profusão do tabaco e pelas doenças e mortes associadas ao tabaco, sobretudo em países de baixo e médio rendimentos.

O documento refere que o consumo de tabaco continua a ser a principal causa de doenças evitáveis, incapacidade e morte e é responsável por 90 por cento dos casos de cancro do pulmão, 70 por cento de bronquite crónica e 25 por cento de doenças cardíacas.
O tratado, subscrito por 170 países dos quais 41 Estados africanos, tem por finalidade proteger as gerações actuais e futuras dos efeitos devastadores do tabaco.

A Convenção-Quadro da OMS é um tratado do Direito Internacional que estipula as obrigações legais aos países e recorre a medidas de redução da procura e da oferta do tabaco, tais como a fixação de impostos de modo a desencorajar o negócio do tabaco, proteger as pessoas da exposição ao fumo, proibir a publicidade, a promoção e o patrocínio do tabaco e promover a cessação do uso do tabaco em sítios públicos.

Segundo o documento, 23 países da região proibiram o uso de cigarro em locais públicos, 24 países proibiram a publicidade, a promoção e o patrocínio do tabaco, 19 elaboraram e estão a implementar um programa nacional de controlo do tabaco e nove criaram medidas para impedir o acesso ao cigarro a menores.

Embora se tenham registado realizações apreciáveis, muito continua ainda por fazer até que o tratado atinja todos os seus objectivos, entre os quais inserir um alerta, com letras bem legíveis na embalagem, sobre o perigo do tabaco, exigência cumprida até agora por apenas cinco países africanos, lê-se no documento.

Moçambique: Philips disponibiliza alta tecnologia em cuidados de saúde

A Royal Philips Electronics anunciou que está empenhada em conseguir um salto qualitativo nos cuidados de saúde materna em colabolação com o Ministério da Saúde moçambicano.
A empresa forneceu 20 aparelhos de Raio X, equipados de dispositivos de telemedicina, dez dos quais foram distribuídos para igual número de províncias de Moçambique. Os restantes serão montados em hospitais privados e no Hospital Central de Maputo.

O presidente da Philips em África, Van Dongen, disse aos jornalistas moçambicanos, que a utilização da tecnologia de ponta na área da saúde em Moçambique, vai melhorar a eficiência e qualidade de vida das pessoas, reduzindo significativamente os custos. Van Dongen, referiu que o Hospital Privado de Maputo, em construção, vai dispor de um sistema de saúde Philips completo e integrado com uma gama abrangente de equipamentos e as tecnologias de visualização.

«O sistema da Philips MDC PACS é um grande passo em direcção ao e-Health(cuidados de saúde electrónicos) e é baseada na Web que utiliza protocolos da Internet para comunicar e distribuir um sistema de gestão e indexação de imagens», explicou Van Dongen.

O departamento de radiologia do Hospital Privado de Maputo vai ser equipado com os últimos modelos de equipamento de visualização para diagnóstico, incluindo o scanner de ressonância magnética Achieva 1.5T, o scanner Philips Brilliance CT, o Bucy FS, para procedimentos de Raios X de rotina, o Duo Diagnostic, para procedimentos especiais de Raios X, um sistema de mamograma e dois sistemas de ultra-sons.

O Hospital Privado de Maputo abre em Julho. O anúncio da instalação destes serviços sanitários no país foi feito durante a passagem, em Maputo, do road-show Philips, desde a cidade de Cabo, na África do Sul ao Cairo, Egipto. A Philips vai atravessar todo o continente africano até 11 de Julho, numa caminhada iniciada a 12 de Maio.

Jorge Mirione

Brasil gasta menos com saúde que África

Levantamento anual da Organização Mundial da Saúde com dados de todos os países mostra que em 2008 o Brasil destinou apenas 6% de seu Orçamento para a área, índice inferior à média do continente africano; população arca com maior parte dos gastos.
A parcela do Orçamento do governo brasileiro destinada à saúde, 6%, é inferior à média africana (de 9,6%) e o setor no País ainda é pago em maior parte pelo cidadão. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS), que divulgou ontem seu relatório anual. O documento inclui um raio X completo do financiamento da saúde e escancara uma realidade: o custo médio da saúde ao bolso de um brasileiro é superior ao da média mundial.
O relatório é apresentado às vésperas da abertura da Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, que terá a presença de ministros de todas as regiões para debater, entre outras coisas, o futuro do financiamento do setor.
Dados da OMS apontam que 56% dos gastos com a saúde no Brasil vêm de poupanças e das rendas de pessoas. O número representa uma queda em relação a 2000 - naquele ano, 59% de tudo que se gastava com saúde no Brasil vinha do bolso de famílias de pacientes e de planos pagos por indivíduos.
Mesmo assim, a taxa é considerada uma das mais altas do mundo, superior ao valor que africanos, asiáticos e latino-americanos gastam em média. Em termos absolutos, o governo brasileiro destina à saúde de um cidadão um décimo do valor destinado pelos países europeus.
Das 192 nações avaliadas pela OMS, o Brasil ocupa uma posição medíocre - apenas 41 têm um índice mais preocupante que o do País. Para fazer a comparação, a OMS utiliza dados de 2008, considerados como os últimos disponíveis em todos os países para permitir uma avaliação completa.
Orçamento. Segundo a OMS, a quantidade de recursos num orçamento nacional que é destinada à saúde mostra a prioridade política do governo em relação ao tema.
Nesse ponto, o Brasil está entre os 24 países que menos destinam recursos de seu Orçamento para o setor - apenas 6%. Embora tenha representado um salto em relação a 2000 (4,1%), o nosso índice é menos da metade da média mundial, de 13,9%.
Em valores absolutos, o levantamento constata que os recursos para a saúde quase dobraram em dez anos no Brasil, somando gastos governamentais e privados. Por pessoa, a saúde no País consome o equivalente a US$ 875. Há quase dez anos antes, esse valor era de US$ 494.
Desse total, US$ 385 são arcados pelo governo, valor que equivale a um décimo do que gastam os governos da Dinamarca e da Holanda com a saúde de cada um de seus habitantes.

Diagnosticados quatro casos de poliomielite em cinco meses

O município de Menongue, capital sede da província do Kuando Kubango, registou nos últimos cinco meses do ano em curso quatro casos de poliomielite.

A informação foi prestada quinta-feira pelo director provincial da saúde, Fernando Cassanga, no acto local que marcou o lançamento da 3ª fase das 16ª Jornadas Nacionais de Vacinação contra a poliomielite que vão até domingo (dia 29),  no bairro Novo, arredores da cidade de Menongue.

Para o director, com estas notificações estão adiadas as expectativas de Angola receber a certificação da interrupção da circulação da pólio.

“Mas, se todas as crianças forem vacinadas, o vírus da poliomielite vai desaparecer. Esta é a razão pela qual nesta campanha montamos uma outra estratégia, de envolver as Forças Armadas Angolanas (FAA) e a Polícia Nacional”, sublinhou.

Segundo Fernando Cassanga, para o alcance das metas, traçou-se como estratégias a advocacia junto do governo local, sob liderança dos quadros seniores do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Consta igualmente à reunião com as autoridades tradicionais do município de Menongue, encontros com os comandantes locais das FAA e da Polícia Nacional, para o recrutamento de efectivos no sentido de serem integrados nas equipas de vacinação, entre outras metas.

Para o Município de Menongue, sede capital da província, onde foram registados os referidos casos, serão vacinados seiscentos e seis mil e cem crianças, menores de cinco anos de idade.

Sobas devem mobilizar comunidades para as campanhas de vacinação

O chefe de secção municipal de saúde no município de Caconda, província da Huila, Albano Chipumo, apelou hoje, sexta-feira, aos sobas a encorajarem as comunidades a aderirem as campanhas de vacinação contra a pólio, cuja terceira fase começou hoje.

Falando sobre os preparativos da campanha, cuja meta municipal é vacinar mais de 35 mil crianças, apontou a pertinência destes autores sociais para que os objectivos do governo sejam concretizados.

Segundo o responsável, é necessário que os sobas, professores e entidades religiosas, passem mensagens de sensibilização às pessoas menos informadas sobre a importância da vacina contra a poliomielite.

Albano Chipumo disse, por outro lado, que as condições para o efeito foram criadas, uma vez que estão disponíveis mais de 150 mil doses de vacinas, bem como foram mobilizados vacinadores, supervisores, mobilizadores e coordenadores para as comunas do Uaba, Cusse e Gungui.

Seminário de capacitação sobre medicina legal encerra

O seminário de capacitação sobre medicina legal, aberto segunda-feira última nesta cidade, com a participação de especialistas da polícia judiciária da Região Militar Centro, encerra esta tarde.

O evento, que juntou mais de 30 especialistas da polícia judiciária das províncias do Huambo, Benguela, Kwanza Sul e Bié, por iniciativa do Estado-maior das Forças Armadas Angolanas (FAA), teve como objectivos elevar o grau de conhecimento em matéria de justiça, por forma a permitir melhor desenvolvimento das tarefas do órgão.

Durante cinco dias de trabalho, os participantes discutiram temas sobre anatomia humana, repartições de medicina legal, fisiologias, traumatologias, sexologias e toxicologia forense.

Doentes de tuberculose e VIH/Sida devem abster-se do consumo de álcool

A médica de clínica geral do Hospital Sanatório Ana Bela dos Santos apelou, em Luanda, a necessidade dos pacientes com doenças de tuberculose e HIV/Sida absterem-se do consumo de álcool.

Falando a propósito das consequências do consumo excessivo de álcool e outras substâncias psicotrópicas, a fonte informou que de um modo geral todas as doenças se agravam rapidamente com a ingestão de bebidas alcoólicas, pois debilita o sistema imunitário e reduz a produção de proteínas a nível do fígado.

Ana dos Santos disse existirem patologias directamente ligadas ao consumo de álcool, mas outras como é o VIH/Sida e a tuberculose se desenvolvem ou evoluem rapidamente para um estado terminal devido ao uso deste tipo de produto.

A médica de clínica geral realçou, por outro lado, que a ingestão de bebidas alcoólicas altera o comportamento dos consumidores, motivando para diversas ânsias, entre elas de criminalidade, violência, abusos sexuais e excessos na condução.

De acordo com a responsável, outro efeito resultante do consumo excessivo de álcool é o facto de muitos jovens em busca de emprego se tornarem irresponsáveis, incumpridores de horários, problemas de saúde, mau relacionamento com os colegas e familiares.


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