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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Mundo regista três milhões de seropositivos

O médico Reinaldo Cappote explicou, esta quinta-feira, nas pré-jornadas cientificas do Hospital Central de Benguela, que três milhões de pessoas no mundo vivem com a doença da sida, quando dissertava o tema o manuseamento de doentes com VIH-sida, no sala de reuniões da mesma unidade sanitária.

De acordo com o médico no mundo três milhões de pessoas vivem com o VIH. E na África austral, destacadamente encontra-se a África do Sul com 29% de pessoas infectadas, em Angola, 2,1, Botswana 32, Congo 2-10, Moçambique -2-27, RDC-0,8-5, Zâmbia 17, Zimbabué 18%.

As estatísticas registam ainda cerca de 60 milhões de mortes devido o VIH e 3 milhões órfãos por causa do VIH e Sida, disse acrescentado o também académico.
Cappote explicou que o risco do manuseamento de doentes, por parte dos técnicos de Saúde, é de 170 maior em doentes com tuberculose e com VIH de 130, e outro sintoma mais notável é a desnutrição.

Para o especialista o paradigma clássico é produzir a mortalidade, como também as mortes associadas de sida e recuperar a função de imunodeficiência, obter a máxima supervisão viral.

No que toca aos anti-retrovirais, destacou, os inibidores do VIH/Sida, como a Nevapina, pecavirdina, efavirens e etravirina.

Aconselhou aos doentes que depois de perceberem do seu estado serológico positivo devem de antemão consultar o médico, para dar o inicio ao tratamento com os anti-retrovirais, a fim de ter uma vida normal como qualquer um.


A origem desta epidemia é da espécie animal (macaco), segundo a ciência no animal é chamado de SIV-antivírus primatas, e no ser humano, VIH-antivírus humano.

Participaram médicos e enfermeiros do hospital central do lobito e de Benguela e estudantes da faculdade de medicina da Universidade Katiavala Bwila.

Formação em massa no HCB



Minervina Van-dúnem Chefe de
Secção de enfermagem do HGB

Decorre de 7 a 9 de Junho no hospital central de Benguela um curso sobre o diagnóstico da malária simples, grave e complicada,  Bioseguridade hospitalar e também sobre o manuseio terapêutico dos pacientes do VIH/SIDA, de acordo com a comissão organizadora das jornadas cientificas, Feliciano Chissoca.

De acordo ao programa a que o Uhayele M´ombaka teve acesso, o primeiro curso terá como formador o coordenador nacional adjunto da luta contra a malária, Nilton Saraiva, que abordou sobre questões preliminares da malária, Malária simples, Controlo da malária na gravidez, Malária grave e complicada, e o Diagnóstico laboratorial da doença.
O certame que conta com 50 participantes, entre médicos, enfermeiros, técnicos de laboratórios, estudantes de medicina e terá a durou um dia na sala de reuniões do HCB, terça-feira última.

No dia 8, quarta-feira, a formação teve a cargo do Licenciado, Miralis Rodrigues Garcia, que em 4 horas, com 30 participantes, teceu considerações sobre os princípios gerais e básicos, utilização de meios (medidas de precaução), aislamentos e tipos, medidas gerais de biosseguridade nos laboratórios, e outros procederes.

Hoje, os 30 participantes estivaram com Dr. Reynaldo L. M. Capotte, médico do II grau, medicina interna e professor titular que falou sobre “O manuseio terapêutico dos doentes de VIH/SIDA”,  da classificação dos pacientes, classificação dos medicamentos, indicação do tratamento, resposta do tratamento, tratamentos das enfermidades oportunistas.



Sector sanitário atravessa inúmeras dificuldades no Kamuine

Sobas do Chongoroi esperançosos
 na melhoria das condições de Saúde

O sector sanitário na comuna de Kamuine, município do Chongoroi, 150 quilómetros a sul de Benguela, necessita um total de 15 enfermeiros para cobrir algumas lacunas existentes naquela localidade.
Uma outra preocupação da população esta relacionada com a falta de médicos, laboratório, ambulância e medicamentos.

O responsável do Centro Sanitário de Kamuine, Venâncio Antunes Pinto, pede a intervenção urgente das autoridades competentes da província.
“Quando a sua excelência senhor governador visitou esta comuna, forneceu uma ambulância que apoiava os doentes e esta se encontra avariada na povoação do Kui”.

De acordo com o responsável, o centro sanitário possui apenas quatro enfermeiros para atender diariamente um universo de pacientes nas diversas patologias.

“O centro tem apenas quatro enfermeiros e por dia o número de pacientes varia de 20/30”.  As doenças mais frequentes são malária, diarreias agudas, tose, e doenças respiratórias.

Falta de enfermeiros preocupa autoridades tradicionais na Equimina


Admin da Baía-Farta, Maria João cumprimentando
 o Embaixador da União Europeia
O colectivo de autoridades tradicionais da comuna da Equimina, muncipio da Baía-farta, 28 quilómetros de Benguela, manifestam total preocupação por falta de enfermeiros para fazer face os diferentes casos de saúde que têm vindo a surgir no seio das populações a nível da localidade.

A preocupação foi apresentada nessa quarta feira, dia 01 de Junho de 2011, pelo soba da sede comunal, Candumbo Ciliar que apontou também a necessidade de uma ambulância para apoiar os doentes da comuna para a sede de Benguela em caso de situações graves, tendo de igual modo, avançado a necessidade de se melhorar a via, que liga a sede do Dombe-grande a comuna da Equimina, assim como, da comuna para as povoações.

Candumbo Ciliar afirmou que enquanto durar a ausência de uma ambulância para acudir a comuna, as populações continuarão a fazer deslocações nos camiões de cargas pesadas, (carvoeiros), constituindo perigo eminente para a vida das mesmas.

De acordo com o soba apesar de ser o único centro na comuna reconhece não haver falta de medicamentos capaz de atender as preocupações das populações, “apenas precisamos do que já disse anteriormente e o aumento de técnicos de saúde nas diversas especialidades”, realçou.

Em entrevista ao Uhayele M´ombaka o responsável do Centro de Saúde da referida comuna, José César Mendes, defendeu que apesar da falta de uma ambulância para a evacuação de doentes graves o centro funciona razoavelmente e os técnicos têm sabido dar resposta as diversas situações de Saúde das populações que afluem na referida unidade sanitária.

César Mendes afirmou que o centro trabalha com 3 técnicos, dos quais, 2 enfermeiros e um responsável e tem sido tratado patologias diversas com maior relevância, a malária, as parasitoses, doenças hipertensivas, doenças diarreicas e nesta época de frio, as doenças de fórum respiratório.

Acrescentou que a unidade sanitária funciona 24 horas todos os dias úteis, atendendo entre 18 a 25 pacientes por dia.

“Maior parte dos utentes são provenientes das praias longínquas e com patologias bastante avanças o que tem obrigado muitas vezes a evacuação imediata dos mesmos para o hospital Geral de Benguela, para além das situações que tem merecido tratamento a nível local”, enfatizou.

A nossa reportagem constatou que o Centro possui uma sala do Programa Alargado de Vacinações (PAV), uma farmácia, banco de urgência, uma sala de partos (puericultura), dois consultórios um para crianças e outro para adultos, pediatria, sala de Saúde Reprodutiva, laboratório de análises clínicas, secretária, enfermaria para homens e mulheres, totalmente equipados.

Para a cobertura total da situação de saúde das populações a nível da comuna, o responsável apresentou a necessidade de um aumento de 8 técnicos de clínica geral e três técnicos para cada uma das povoações.

Apesar do insuficiente número de técnicos para a cobertura populacional a nível da comuna César Mendes sublinhou que foram alcançados bastantes êxitos durante a campanha de vacinação passada.

“Durante a vacinação contra a poliomielite de 46 mil crianças, dos zero aos cinco anos, acção que contou com o apoio da administração local e da associação de pescadores artesanais”, explicou.

De igual modo afirmou que “ no âmbito da municipalização dos serviços de saúde, mensalmente têm sido distribuídos cerca de 20 a 30 mosquiteiros à mulheres grávidas, assim como, tem sido aplicado vacinas de rotina para a disparasitação das crianças no quadro do programa da saúde preventiva.

O Administrador comunal, Francisco Nicodemos, não escondeu a sua satisfação pelas condições de trabalho que o centro médico oferece, bem como, pelo abastecimento regular de medicamentos para dar cobro as enfermidades que assolam a população da comuna. De acordo com o responsável, em termos de assistência médica e medicamentosa, o centro medico tem dado resposta pontual as situações de saúde das populações, faltando apenas uma ambulância para a evacuação de doentes em situação grave igualmente o aumento de técnicos.

A comuna da Equímina, possui uma população estimada em 4.673 mil habitantes, tendo como actividade principal a pesca e a agropecuária, localizada a 113 quilómetros a sul do município sede da Baia farta, é fronteira sul da província de Benguela com a do Namíbe .

Ebanga clama por Técnicos de Saúde


A falta de Técnicos de Saúde na comuna da Ebanga, município da Ganda, 201 quilómetros da sede provincial, preocupa as autoridades locais, de acordo com o responsável do centro, Mário Nambela, a comuna carece de pelo menos um médico clínico, enfermeiros e pessoal administrativo.

O Centro Médico conta apenas com dois enfermeiros para atender 35 doentes que diariamente afluem aquela unidade.

Responsável do Centro, Mário Nambela revelou ao Uhayele M´ombaka que diariamente o centro atende 25 à 35 pacientes, com as patologias de diarreias agudas, malária, DTS e doenças respiratórias.  

O responsável disse que apesar do centro possuir medicamentos suficiente está a falta de uma ambulância para acudir as gravidades, a pare do apetrechamento que aquela unidade sanitária necessita no sentido de prestar melhores serviços as comunidades.

Receitas médicas ilegíveis podem colocar em risco vida de pacientes

Os médicos devem ser mais cautelosos ao passarem as suas prescrições médicas, de formas a orientar melhor os pacientes e farmacêuticos, frisou hoje, em Luanda, a médica de clínica geral do Centro Médico Emanuel, Adelaide Cunha.

Adelaide Cunha disse que são inúmeras receitas ilegíveis, borradas, com apenas uma letra compreensível dificultando o uso correcto e os cuidados quanto a substituição dos medicamentos prescritos.

"O receituário é feito para o paciente, é ele quem vai tomar o remédio. Até nós quando nos deparamos com receitas de outros médicos também sentimos dificuldades, quanto mais essa pessoa", explica.

Acrescentou ainda que ao emitir um documento ilegível, o profissional trata o paciente sem consideração, podendo trazer-lhe dificuldades no aviamento da receita ou mesmo danos caso ocorra o uso de medicamentos errados ou de forma incorrecta.

Segundo a especialista, receitas ilegíveis pode fazer com que a farmacêutica faça a entrega de um medicamento não prescrito e o paciente sem conhecimento tomá-lo em seguida.

A responsável apelou as pessoas que não entenderem a caligrafia, no momento da consulta, a questionarem o médico sobre as suas inquietações para o seu esclarecimento.

"É melhor perguntar se não está a entender o que é 8 sobre 8 ou o que é 12 sobre 12 e que gostaria que a médica escrevesse mesmo quanto tempo vai durar a medicação pois é isso que está a faltar", aconselhou.

A fonte exortou os seus colegas a escreverem melhor ou se possível desenhar as letras e mostrar também ao paciente para ler, para ver se o paciente entendeu.
In: Angop

quarta-feira, 8 de junho de 2011

MUNICÍPIO DO CAIMBAMBO GANHA NOVAS UNIDADES SANITÁRIAS



O município do Caimbambo vai contar a partir do 2º semestre do presente ano com a entrada em funcionamento de novas unidades sanitárias construídas no âmbito da municipalização dos serviços e assistência de qualidade as populações.
Maximiano Filipe


No programa de alargamento da rede sanitária, decorre a construção de um centro médico na comuna do Kayave, á 30 quilómetros do município sede e a residência dos enfermeiros, enquanto que a nível da sede municipal, decorre a reabilitação do antigo hospital municipal, igualmente, as três casas para os enfermeiros, assim como os seus devidos apetrechamentos.

As obras que decorrem a bom ritmo, deram início no passado ano de 2010 e apontam o seu término para os meses de Agosto ou Setembro do ano em curso, no sentido de dar resposta aos cuidados primários de saúde no seio da população.

De acordo com o responsável da saúde no Caimbambo, Josias Samandalu, as unidades estarão munidas de mini arcas para a conservação de vacinas, equipamento que vai ser adquirido brevemente e vai também numa primeira fase, beneficiar os serviços de saúde que se tem prestado na Missão Católica do Bambi, Missão Católica do Pires e o Centro medico do Cayave.

O responsável, avançou que actualmente, são atendidos cerca de 50 a 60 pacientes por dia nas diversas patologias, sendo com maior frequência, os casos por malária, doenças respiratórias agudas, a febre tifóide. De igual modo, referiu que a questão de casos por acidentes de viação constitui também uma das grandes preocupações do sector, com maior realce para a comuna do Catengue, onde têm sido frequentes.

Josias Samandalu, referiu que o projecto anti vectorial tem vindo a beneficiar milhares de cidadãos a nível do município, dando cobertura das situações ligadas aos cuidados preventivos da malária, a exemplo disso, acrescentou, mais de 30 mil crianças dos zero aos cinco anos de idade foram vacinadas contra a poliomielite durante a campanha de vacinação realizada recentemente, uma acção que tem sido seguida de uma série de visitas as comunidades com a distribuição de mosquiteiros as mulheres grávidas.

A nível do sector da saúde, o município não regista rotura de medicamentos, disse o responsável, tendo apontado como preocupação, a falta de um banco de sangue, previsto para breve, assim como, o melhoramento das vias de acesso, da sede municipal para as sedes comunais, igualmente para as povoações.

No quadro do aumento e alargamento das infraestruturas de saúde, esta previsto para o próximo ano de 2012 a construção de 4 postos de saúde do tipo T1, nas comunas de Canhamera, Cayave, Wiyangombe e no Catengue. Havendo de igual modo, a necessidade de construção nas povoações de Nihinihi na comuna do Catengue, povoação de Chinhungo na comuna da Canhamera e na povoação da Sesalanda, acção prevista no plano do executivo, local.

O regedor Augusto Kayucua, apontou a situação de saúde como bastante preocupante dado a falta de mais uma ambulância, para atender os casos de acidentes que se tem vindo a registar assim como, a movimentação de utentes graves de outras localidades.

De acordo com o regedor, precisa-se o melhoramento das vias de acesso, o acabamento do projecto de aguas para todos, de modo a se evitar as populações a consumirem a agua do rio considerada causadora de doenças por não ser tratada e o aumento de enfermeiros para poder atender toda a população do município.



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