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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Banco de urgência interna 54 pacientes

O balanço do banco de urgência do hospital central de Benguela, registou 54 baixas durante o fim-de-semana, segundo disse a responsável da área, Maria Helena.  
De acordo ainda com o balanço esse número faz parte do resultado das trezentas e oitenta e quatro ocorrências registadas, que resultaram igualmente em 5 falecimentos.

Maria Helena frisou que registaram também 23 casos de agressões físicas, 29 casos de acidentes de viação e quatro acidentes de trabalho.
Aconselhou o diálogo como a melhor via de resolução de problemas e muita prudência aos condutores.
“Se beber não conduza e se conduzir não beba”.

domingo, 22 de maio de 2011

Oma promove feira da saúde no âmbito das festas da cidade

Uma feira sobre saúde com o lema "Viva e envelheça com saúde" foi realizada nesta sábado, em Benguela, pela Organização da Mulher Angolana (OMA), no âmbito das festas da cidade das Acácias Rubras, assinalado a 17 de Maio.
Durante a feira, vários departamentos da Saúde expuseram produtos de vacinação e dos serviços de oncologia, de lepra, de malária e de Sida.
Segundo a secretária provincial da OMA, Leonor Joaquim, o objectivo da feira foi de associar-se aos desafios da direcção da Saúde na sensibilização da população sobre as várias doenças, visando a sua prevenção.

sábado, 21 de maio de 2011

Rumores sobre o mau atendimento nos Centros médicos de Saúde não correspondem a verdade, dizem responsáveis

 A alegada má de prestação de serviços nos Centros de Saúde da Fronteira e o dos Antigos Combatentes no bairro do Casseque Marítimo, dita por um comentarista de uma emissora local, foi desmentida pelos responsáveis dos referidos centros, ouvidos pela reportagem do Uhayele M´ombaka, no termo da visita levada a cabo do Gabinete de Comunicação e Imagem da Direcção Provincial de Saúde, no pretérito 19 de Maio.
A nossa reportagem começou por ouvir a responsável do centro médico dos Antigos Combatentes, Alda Muhunga, que afirmou estar em bom nível o atendimento aos pacientes que acorrem diariamente o centro.
“Estamos atentos ao comportamento dos nossos técnicos, temos realizado palestras para acabar com o mal comportamento, e o mal entendimento aos doentes”, disse sublinhando.

Acrescentou que a preocupação dos doentes é de serem atendidos imediatamente, ao passo que nós avaliamos a gravidade do caso, então priorizamos os casos mais graves, só depois é que atendem os casos normais.

Apelou no sentido de se melhorar as condições de trabalho, passando pela reabilitação do centro assim como o apetrechamento e o recheamento da farmácia.
No mesmo Centro de Saúde, ouvimos a enfermeira Maria Kapembe que considerou de normal pelo número razoável de doentes que atendem diariamente, “até porque em termos de recursos humanos estamos bem, por isso este problema de mal atendimento não é caracterizado no nosso centro, e para dizer que desde que estou em exercício neste centro nunca houve reclamações do doente sobre mal atendimento ao enfermeiro”, disse enfatizando.

Aconselhou aos doentes de não fazerem o uso dos meios de comunicação social como forma de resolução do problema, se algum dia um doente for mal atendido aconselho-o a ter connosco, antes de recorrer a Rádio, para solucionar o problema para não voltar a acontecer, caso tenha sido acontecido.

“Comportando-se assim, estarás a contribuir para o engrandecimento da saúde pública”.

Já no centro médico da Fronteira a responsável, Teresa Helena Alberto, afirma que os comentários que tem ouvido da Rádio, sobre o centro da Fronteira, não constituem a verdade, pois o trabalho realizado pelos técnicos de saúde é satisfatório.

Seropositivos clamam por mais locais de distribuição de medicamentos

Os seropositivos residentes no município do Cazenga, em Luanda, lamentaram hoje (sexta-feira) o facto de existir, na localidade, apenas uma instituição sanitária para a distribuição de retrovirais.
 
O secretário executivo do Fórum de Apoio e Prevenção da Sida (Fojasida), Nelson Pedro, que falava à Angop, em nome dos associados, adiantou que os portadores do vírus enfrentam dificuldades para se deslocarem ao único local onde estão disponíveis os medicamentos.
 
O activista lembrou que o município do Cazenga, dada a sua extensão geográfica, deveria contar com mais locais de distribuição de medicamentos, para facilitar os beneficiários que vivem distante do Hospital dos Cajueiros.

"A existência de apenas um sítio de distribuição de retrovirais tem estado a desencorajar muitos utentes, principalmente aqueles que vivem distante", explicou.

Fez saber que o apoio e a protecção do seropositivo deve começar na família, mas as pessoas portadoras do Vih/sida, controlados pela organização, tem dificuldades para chegar ao hospital para receber os medicamentos, pois alguns se encontram debilitados fisicamente e não conseguem chegar ao hospital.

Nelson Pedro disse que a sua organização pensa, daqui em diante, criar, em cada família, um activista, de modo a que sejam promovidos debates no seio das famílias.

O responsável informou que a Ong realiza com frequência palestras nas escolas, por ser um espaço de maior concentração de jovens, que são os mais vulnerável ao Hih/sida, e nos centros de saúde, durante as consultas pré-natais.

Adiantou que numa outra fase do projecto, a ong vai trabalhar especificamente com crianças infectadas ou afectadas pelo  Vih/Sida, porque se nota que muitas pessoas com sida acabam por morrer e na sua maioria crianças por falta de orientação.

A fojasida é uma organização filantrópica sem fins lucrativos e existe a mais de seis anos.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Centro médico do Candumbo necessita de técnicos de Saúde

 A falta de médicos e enfermeiros tem estado a dificultar o atendimento de mais de 60 pacientes que ocorrem diariamente aos centros médicos do Candumbo e Santa Paula Frassinett, situado no bairro do Candumbo, comuna da Zona A, arredores de Benguela, segundo entrevista concedida pela responsavel dos referidos centros irmã Esperança Natália ao Uhayele M´ombaka, esta quinta-feira, 19 de Maio.
De acordo com a irmã Esperança Natália o Centro debate-se igualmente com a falta de material gastável para atender a demanda que solicitam os serviços todos os dias.
A responsável sublinha que as patologias mais frequentes são a malária, doenças diarreicas e respiratórias agudas.
Esperança Natália disse ainda que aguarda o próximo concurso público realizado pela direcção provincial da saúde no sentido de diminuir a necessidade.

Ministro da Saúde participa na IV Reunião do Movimento dos Não-Alinhados

O ministro angolano da Saúde, José Van-Dúnem, que se encontra em Genebra (Suíça) no âmbito da 64ª Assembleia Mundial da Saúde, participou hoje na IV Reunião Ministerial do Movimento dos Não-Alinhados, que adoptou uma declaração tendo em atenção ao fortalecimento do sistema internacional de saúde.


Os Países de cor verde representam os não alinhados

Durante o encontro, os ministros reafirmaram o compromisso com os propósitos e princípios dos fundadores do Movimento dos Não-Alinhados e da Constituição da Organização Mundial da Saúde (OMS), realçando ser esta um dos direitos fundamentais de todo o ser humano, independentemente da raça, religião, opção política, condição económica ou social.


Neste âmbito, a reunião adoptou uma declaração em que estão expressas recomendações para aumentar os esforços internacionais para reduzir os riscos para a saúde do vírus H5N1 e garantir a equidade entre a capacidade de resposta à pandemia, espalhada por todos os países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Alertam que a gripe aviária continua a ameaçar a saúde mundial. Em relação aos medicamentos genéricos, enfatizaram que a propriedade intelectual não deve ser usada para restringir o acesso à sua qualidade, segurança e eficácia e incentivaram a OMS a continuar a apoiar as autoridades nacionais reguladoras de medicamentos nos países em desenvolvimento.


A declaração apoia os esforços da OMS para a implementação efectiva da Estratégia Global e Plano de Acção para a prevenção e controlo das doenças não-transmissíveis, e solicita   maior coordenação com os doadores internacionais para o aumento da ajuda aos países em desenvolvimento, assim como as organizações internacionais para criarem bolsas e mecanismos de financiamento.


Realça que devem ser feitos esforços para se alcançar a saúde de Desenvolvimento do Milénio, sobretudo nos países menos desenvolvidos. Neste capítulo, solicita à OMS para prosseguir os seus esforços de monitorização das acções e exigem maior compromisso de apoiar os países em desenvolvimento nos seus esforços para atingir estes objectivos, incluindo capacitação e acesso a medicamentos mais baratos, transferência de tecnologia, intercâmbio e cooperação Norte-Sul e Sul-Sul.       


Constam da declaração, recomendações à OMS para prosseguir os seus esforços na sua estratégia global e plano de acção para a saúde pública, inovação e propriedade intelectual para melhorar o acesso aos medicamentos nos países em desenvolvimento, assim como o fortalecimento nacional e regional, sistemas de alerta e mecanismos de monitoramento para atender as doenças e pandemias, com especial ênfase na capacitação de laboratórios.

A implementação de programas conjuntos de formação para o pessoal de emergência, equipas médicas e gestores de saúde sobre pandemias, em coordenação com a OMS e renomadas universidades internacionais e centros de formação médica para a saúde, faz também parte dos pontos do documento, tal como a promoção de sinergias entre as iniciativas de saúde internacionais para fortalecer o planeamento global, preparação e resposta às epidemias.


Reitera o seu pedido ao Gabinete de Coordenação do Movimento de promover a adopção de uma resolução no âmbito da Assembleia Geral da ONU para reforçar a solidariedade e apoio aos governos e povos dos países afectados por uma pandemia e maximizar o apoio fornecido por organizações internacionais e instituições financeiras internacionais aos países em desenvolvimento, para se dar resposta às pandemias e combater a doença em tempos de crise.



Sectores público e privado devem estar envolvidos no combate ao VIH/Sida

O director-geral do Hospital Neves Bendinha, Vladmiro Diogo, advogou hoje (quarta-feira), em Luanda, à necessidade de os sectores público e privado estarem envolvidos no combate e controlo do VIH/Sida em Angola.

o responsável alertou para a necessidade de haver um maior empenho e envolvimento de toda a sociedade, para que não se perca o controlo da doença, que tende a aumentar nos últimos tempos.

“A educação é fundamental, na medida em que em algumas localidades do país as pessoas ainda não ouviram falar do VIH/Sida. Logo, é preciso que se estenda à informação desta doença de modo a se mudar de atitude”, asseverou.

Para Vladmiro Diogo, é necessário que as pessoas tenham um único parceiro, que façam o teste voluntário para saberem o seu estado serológico e outros dados úteis, já que a Sida é uma questão de prevenção, acima de tudo.

Acrescentou que na luta contra a doença, tem de se envolver toda a sociedade civil, desde ONG, jovens e adolescentes, sobas e igrejas, de modo a sensibilizar as pessoas com uma maior abrangência.

“Não basta ter dinheiro. Temos que ter estratégias que possam ajudar as pessoas mais necessitadas. Prevenir as pessoas contra o VIH/Sida, continuando a fazer a testagem e aconselhamento e o reforço do programa de redução de transmissão materna fetal, torna-se também indispensável”, salientou.
  
Realçou ser preciso haver troca de impressões, de forma periódica, com os representantes de vários sectores, para se analisar o evoluir dos casos da doença em Angola, as condições dos hospitais, dos centros de referência para testagem voluntária, assim como dos meios materiais e humanos disponíveis nestas unidades, analisou.


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