Segundo o especialista, que falava em exclusivo ao Uhayele M´ombaka, a resistência microbiana é consequência do uso inadequado de medicamentos, pelo que se aconselha quando se faz uma medicação deve se cumprir com as doses prescritas, que deve ser suficiente e cumprido na sua íntegra.
Pedro Gomes realçou ainda que a medicação deve ser feita do primeiro dia ao último dia, se nós não orientarmos o paciente a cumprir com a medicação completa ou se este interrompe a medicação ou a dosagem, depois de um tempo torna-se resistente.
“O medicamento que utilizamos para combater seja bactéria, fungo ou parasita não é eficaz, ou porque a dose é pequena ou porque não se cumpriu com a medicação. E quando o doente volta ao hospital se tomar a mesma medicação a doença torna-se forte”.
Para ele se não se toma um antipalúdico com uma dose completa adequada ou se o paciente interrompe sempre a medicação, depois de um tempo apanha a malária resistente e muita complicada em combate-la, esse é um exemplo, sublinhou, sustentando que todas as doenças infecciosas, causadas por bactérias, parasitas e fungos tem o mesmo comportamento, já tem um tratamento de defesa e fica um tratamento sem efeito.
Segundo o especialista em microbiologia para os doentes que fazem tratamento ambulatório não há nenhum acompanhamento do técnico de saúde, “ há casos em que o doente já tomou quatro comprimidos dos 10 previstos e sente-se bem, e deixa de tomar, mas depois de um tempo dá conta que tem os mesmo sintomas e se for ao hospital e o médico tornar a receitar o mesmo fármaco chega a ter problemas e muitas vezes não eficaz”.
O médico aconselha os pacientes com hábitos de automedicar-se a deixarem de faze-lo e procurarem sempre um técnico de saúde para acompanhar a sua medicação. “
Pedro gomes acredita que com a municipalização dos serviços de saúde os técnicos de saúde estarão mais próximos das populações com vista a prevenir tais situações de resistência microbiana.
Assistiram a palestra o director provincial da saúde, Dr. Valentino Caliengue, o director provincial dos antigos combatentes e veteranos da pátria, Jorge Sapesse, o administrador municipal do Balombo e sua adjunta, Julio Silva Kwanza e Lúcia Chilepa, respectivamente quadros seniores do sector, técnicos de saúde e convidados.
A OMS escolheu, este ano, o tema a resistência anti-microbiana com o slogan: “se não actuarmos hoje, não haverá cura amanhã”.
Na ocasião foi lida a mensagem da OMS em alusão a data, pelo chefe de departamento provincial de saúde pública e controlo de endemias, dr. António Manuel Cabinda.
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