A médica do Hospital Esperança Ana Lídia Sangono afirmou, em Benguela, que a falta de adesão é um dos factores que faz com que a terapia dos anti-retroviral não tenha sucesso por parte dos pacientes seropositivos.
Ana Lídia, que falava durante a 1ª conferência sobre VIH/Sida no Corredor do Lobito, disse que a adesão se trata de uma actividade conjunta, onde o paciente entende, concorda e segue as orientações médicas de acordo com a sua condição, significando uma aliança terapêutica.
Considerou a aderência como o componente mais importante para o acontecimento da terapia em termos de suprir a replicação viral, o que está associado com reduções de morbilidade, mortalidade e melhorias na qualidade de vida.
“O tratamento antiretroviral não deverá ser iniciada sem o devido esclarecimento ao utente sobre a necessidade do uso, duração do tratamento, e os possíveis efeitos adversos”, frisou.
Referiu ainda que para haver uma boa evolução é necessário haver uma boa história familiar, estilo do utente e o comportamento sexual.
“Tudo começa a correr mal quando nos defrontamos com aspectos culturais, equilíbrio emocional, uso de cigarros, outras drogas e hábitos alimentares e o uso de preservativos e troca de parceiros” salientou.
Adiantou que uma das causas que faz com que não haja progressos no tratamento dos seropositivos é a estigma e a discriminação como o nível académico e formação técnico profissional, nível de vida, grau de pobreza, emprego e a sua inserção na empresa.
Segundo a responsável, considera-se não adesão a falta de comparecimento as consultas e aquisição aos medicamentos, tomar as doses em horários erradas, prematuras como ajustar a dose por conta própria.
Para a especialista, uma das medidas de apoio é a disseminação de informação e educação, sensibilização da sociedade em relação ao uso de medicamentos e adesão, bem como a realização de campanhas de comunicação direccionadas para pessoas que estão sob tratamento.
Capacitação dos actores e envolvimento da sociedade, parcerias e mobilização das organizações da base comunitária, redes sociais, bem como a identificação de ongs e uma melhor planificação e multissectorial e envolvimento das lideranças são ainda dimensões a serem implementadas.
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